Newsletter · abril de 2026
Serviço público é uma....
Eu sei isso. Tu sabes isso. É geral para todos os portugueses: tudo o que é público tem muita margem de melhoria.
O melhor exemplo disso é a CP, Comboios de Portugal.
Têm tudo o que precisam. Têm acesso ao meu email. O meu número de telemóvel. Têm a minha autorização para me enviar informações relevantes por mensagem. Têm uma app nova, mais completa.
Mas mesmo assim, só quando eu chego à estação é que percebo que o comboio para o qual eu tinha bilhete (e que eles sabiam que eu tinha bilhete) foi suprimido.
E, para mim, que ia fazer uma viagem de 7 horas do Marco de Canaveses a Évora nos comboios deles, ter um comboio suprimido fez-me perder a ligação a outro comboio (e a ligação da ligação).
Isto não precisava de ser assim. Bastava que me tivessem enviado uma mensagem a dizer: "O seu comboio foi suprimido. Analisámos o seu caso e, para que tudo corra pelo melhor, venha num comboio mais cedo, às X horas."
Eu preferia precaver-me. Sem sombra de dúvidas.
A realidade é que fazer uma automação assim, mesmo que "agêntica", não é rocket science. Eu conseguia fazê-la numa semana. A minha equipa na AGENS resolvia isso em dois dias.
E olha os custos que conseguiam cortar. Porque esta história é real e a solução deles envolveu:
- eu ir num Alfa para o qual não paguei bilhete (custo para eles)
- um lugar no IC ir desocupado (desperdício, custo para eles)
- um comboio ficar 35 minutos atrasado à minha espera (custo para eles e para quem estava nele a horas)
- eu chegar 1h30 mais tarde a casa (custo para mim)
Era tão simples.
Mas com tanto problema para ser resolvido com tecnologia, preferem pôr IA a atender as pessoas, porque o atendimento é que é o problema, certo?
Deixo-te a refletir se no teu negócio não existem "comboios suprimidos". E, em caso afirmativo, o que estás a fazer para os resolver.
Abraço,
Daniel da Costa
CEO e fundador da AGENS
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